OAB homenageia mulheres e proclama 2016 o Ano da Mulher Advogada

O presidente da OAB Paraná, José Augusto Araújo de Noronha, participou nesta segunda-feira (28), no edifício-sede do Conselho Federal da OAB, da homenagem da entidade ao Dia Internacional da Mulher, cerimônia que oficializou também a proclamação de 2016 como o Ano da Mulher Advogada.

“Termos aqui hoje todas as legítimas representantes da advocacia brasileira é motivo de orgulho e honra. Cada vez mais precisamos afirmar e reafirmar a inclusão definitiva das mulheres nas instâncias deliberativas da nossa Ordem. Por isso, proclama-se o ano de 2016 como o ano da mulher advogada, com total protagonismo feminino”, apontou o  presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, ao abrir os trabalhos da sessão especial.

Na ocasião, Lamachia deu posse formal às integrantes da Comissão Nacional da Mulher Advogada, que já haviam sido designadas no dia 8 de março: Eduarda Mourão (presidente), Helena Delamonica (vice-presidente) e Florany Mota (secretária-geral), que, no ato, representaram as demais integrantes do grupo.

Plano de valorização

Em seguida, a presidente da Comissão proferiu palestra acerca dos desafios e perspectivas do Plano Nacional de Valorização da Mulher Advogada. “Esta é uma pauta permanente. A nós mulheres cabe a missão de construir uma OAB e uma sociedade cada vez mais plurais, com maior participação feminina. Isso não pode ficar somente no discurso”, apontou.

Eduarda Mourão disse ainda que a inclusão das mulheres deve se dar em todas as áreas jurídicas. “Normalmente o magistério do Direito, segundo pesquisas, tem participação maior das mulheres. Mas no âmbito da educação da OAB, mais precisamente nas Escolas Superiores da Advocacia, os números mostram o contrário. As estatísticas revelam resultados conquistados, mas nos mostram onde devemos melhorar”, exemplificou.

Ela lembrou que das 81 cadeiras titulares do Conselho Federal da OAB, há atualmente 9 conselheiras, número mais de duas vezes maior do que as 4 da última gestão. “É nossa obrigação trazer mais mulheres, mudar a realidade e fazer história”.

Por fim, Eduarda lembrou as emblemáticas situações de afronta e desrespeito sofridas recentemente por advogadas no Tocantins (Iara Maria Alencar) e no Distrito Federal (Alessandra Pereira dos Santos, que estava gestante). “Às mais de 400 mil advogadas brasileiras, eu afirmo: iremos fazer de 2016 um marco que dignificará nosso gênero dentro de nossa classe. Assim queremos e assim faremos”, concluiu.

Fonte: Conselho Federal da OAB

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