A Presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Fernanda Marinela, destacou que hoje as advogadas são a metade do total de inscritos na Ordem em todo o país, porém ainda não ocupam o espaço que deveriam ocupar na direção da advocacia. Segundo Fernanda Marinela, a advogada apenas quer trabalhar em conjunto com os colegas advogados, pois cabe a ela aplicar o princípio da igualdade para o exercício da cidadania plena.
O presidente nacional da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, também esteve presente e destacou o momento histórico da atual gestão, inaugurando a primeira Conferência Nacional da Mulher Advogada. Segundo ele, o evento é necessário porque ainda se observa a desigualdade no salário entre homens e mulheres e a participação muito tímida de mulheres na política.
A palestra de abertura foi proferida pela ministra Maria Elizabeth Teixeira, ex-presidente do Superior Tribunal Militar. Foram homenageadas as únicas sete presidentes de Seccionais da Ordem, em toda a história da instituição: Fides Angélica Ommati (OAB-PI), Cléa Carpi da Rocha (OAB-RS), Sulamir Monassa de Almeida (OAB-AP), Maria Helena Gongaglione Póvoas (OAB-MT), Maria Avelina Heskth (OAB-PA), Estefânia de Souza Viveiros (OAB-DF) e Angelo Serra Sales (OAB-PA).
A Conferência, além de tratar de assuntos pertinentes à mulher no Brasil e no mundo, debateu o novo Código de Processo Civil e enfatizou a necessidade dos advogados e advogadas se atentarem quanto às formas alternativas de resolução de controvérsias, como a mediação e a arbitragem, que passarão a ter um papel de destaque no novo CPC. Foi também lançado pela Comissão Nacional da Mulher Advogada o Vade-Mécum dos Direitos da Mulheres, obra inédita coordenada por Fernanda Marinela.
O encontro teve mais de 900 inscritos. Para a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB Paraná, Daniela Ballão, o encontro foi muito proveitoso e mostrou a força da mulher advogada. “A advogada conquistou um espaço nunca ocupado. No futuro, as próximas gerações não irão compreender como era possível haver tantas advogadas inscritas e sem voz”, ponderou. Daniela destacou também o provimento do Conselho Federal que tornou de caráter permanente a Comissão da Mulher no âmbito da OAB.
