A Feira Literária do Paraná (Flap) transformou o Museu Oscar Niemeyer em um grande espaço de celebração da literatura, da cultura e da convivência entre gerações. Além da intensa programação com palestras, lançamentos e debates, o último fim de semana de abril foi marcado por atrações paralelas que ampliaram ainda mais a experiência do público.
Um dos momentos mais marcantes ocorreu no sábado, às 16h, com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Paraná, que lotou o vão livre do MON e boa parte do entorno. O concerto reuniu expositores, autores e leitores — famílias inteiras — em uma celebração da música erudita em pleno coração da festa, reforçando o caráter plural e acessível do evento.
Clubes de leitura
A programação paralela também movimentou intensamente os espaços do MON. No sábado pela manhã, houve roda de conversa dos Clubes de Livro das Comissões da OAB Paraná, seguida pelo encontro do Coletivo Marianas, com o tema protagonismo da escrita de mulheres. O grupo de choro também levou música ao público, e o grupo de teatro da Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná (CAA-PR) apresentou o espetáculo Se Essa Rua Fosse Nossa.
Ainda no sábado, a roda de leitura sobre o reconto da criação das Cataratas do Iguaçu e as sessões de autógrafos reforçaram a conexão entre autores e leitores. Na Flapinha, realizada no espaço da Secretaria de Estado do Turismo (SETU), história, bate-papo, música e literatura envolveram o público infantil e as famílias. Um dos pontos altos foi o show Bolo do Lobo, com Guga Cidral, que animou a criançada.
A programação paralela de domingo foi aberta com o Coral da CAA-PR e seguiu com debates sobre a produção de quadrinhos de Curitiba, apresentações musicais e rodas de conversa sobre literatura, leitura e formação cultural. Entre os destaques estiveram o bate-papo com Danielle Carazzai sobre os desconfortos que impulsionam a escrita, a discussão sobre os clássicos do Direito promovida pelo Círculo Jurídico e a conversa com José Bolívar Bretas e Adriano Bretas sobre a importância da literatura para o Tribunal do Júri.
Sem telas
A Flapinha também teve espaço especial no domingo com o Muralzinho de Ideias, que promoveu atividades lúdicas. Brinquedos de madeira, tecido e papelão, valorizaram a criatividade, a imaginação e o contato com brincadeiras mais afetivas e sustentáveis.
Com música, teatro, literatura, atividades infantis e encontros entre leitores e autores, a Flap cumpriu a proposta de ser uma festa literária aberta, diversa e acolhedora — um evento que foi além dos livros e fortaleceu o papel da cultura como espaço de encontro e transformação social.









Crédito de imagens: Antônio More e equipe



